Você chegou do nada para mim. Quebrou todas as minhas certezas, invadiu o meu eu, invadiu meu coração. Quando percebi, meu coração, minha mente, minha alma já te pertenciam há tempos.
Quando me dei conta, havia algo em mim que te chamava todos os dias, todas as noites, todo o tempo. Eu precisava de você, precisava da tua companhia, precisa falar com você, fazer você rir, te irritar.
Mas com o tempo, percebi que isso era uma necessidade egoísta, uma necessidade infantil.
Sempre quis cuidar de você, pois sempre senti um amor enorme pelo jeito que você era, pelo jeito que você enfrentava as dificuldades. O jeito forte que você aparentava ter, mas eu sabia, eu te conhecia, sabia que você estava morrendo por dentro.
Talvez daqui uns dez anos, eu te encontre por aí e diga: Oi, como vai? Pergunte o que você fez todo esse tempo que não te vi, que não falei como você. Talvez nós relembremos alguma coisa e iremos rir, gargalhar do que passou. Das nossas juras, das promessas, das brincadeiras. Talvez eu olhe no fundo dos teus olhos e lembre que você foi meu primeiro amor, que foi você que me ensinou muitas que tenho como certo hoje, que foi a primeira pessoa por qual eu quis fugir e largar tudo que tinha como certo, que passei muitas dificuldades, que apesar de todo o tempo que tenha se passado continuo querendo tudo de melhor que possa existir à você, querendo que você seja feliz, continuo sentindo o mesmo por você.
Há pessoas que entram na nossa vida, para mudar, para abalar as estruturas, para nós darmos valor à tudo. Você foi uma dessas. Você sempre será a pessoa em que confiei, que cuidou de mim, que eu vou ser eternamente grata.